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Lidera Agronorte movimenta mais de R$ 20 milhões

Evento contou com a participação de cerca de 30 expositores e do Banco do Brasil, que facilitou o acesso do homem do campo ao Plano Safra.

09 de Out de 2017 Autor: Redação CE

Lidera Agronorte movimenta mais de R$ 20 milhões

Cerca de 30 expositores apresentaram ao público as últimas novidades em maquinário, ferramentas e tecnologia durante a Lidera Agronorte, evento que aconteceu entre os dias 5 a 7 de outubro na AABB, em Linhares, com o objetivo de promover conhecimento e novos negócios no setor agrícola. No auditório, diversos especialistas compartilharam, de hora em hora, os seus conhecimentos e resultados de pesquisas voltadas ao campo. O Banco do Brasil também se fez presente, facilitando o acesso dos produtores ao Plano Safra. De acordo com os organizadores, o evento movimentou mais de R$ 20 milhões em três dias de atividades.

O secretário municipal de Agricultura, Franco Fiorot, fez um balanço positivo da Lidera Agronorte. “Um dos objetivos do evento era facilitar a geração de novos negócios, e os expositores ficaram satisfeitos com os resultados, assim como os produtores rurais, que puderam ter acesso às novas tendências de tecnologia do setor com condições facilitadas. Além disso, vale destacar as capacitações técnicas. Só o Seminário da Pimenta-do-Reino reuniu cerca de 130 pessoas”, comentou.

Altamir Biancardi, gerente da Pianna Rural, disse que tinha uma grande expectativa em torno da feira e o resultado final foi surpreendente. “Fizemos algumas vendas de tratores e máquinas de café conilon e prospectamos novos clientes”, afirmou.

 

Paulo Zanoni, gerente de vendas da Pianna Veículos, chegou a fechar a venda de um automóvel no segundo dia da feira. “Era um cliente que já conhecia o nosso trabalho e a marca. Chegando aqui, ele encontrou o carro, se encantou e fechou o negócio”, comemorou. 

1º Seminário da Pimenta-do-Reino apresenta soluções para aumentar a produção

Como parte da programação da Lidera Agronorte, foi realizado na manhã do último sábado (07) o 1º Seminário da Pimenta-do-Reino, com discussões focadas exclusivamente para esta cultura.

Segundo a organização do encontro, muitos produtores estão investindo nesta atividade, porém, em muitas plantações ainda não há o domínio do manejo da lavoura. Apresentar soluções para esse problema tornou-se, portanto, um dos principais objetivos da Lidera Agronorte.

A plateia presente no auditório ouviu as instruções dos especialistas e, ao final, pode tirar dúvidas com uma rodada de perguntas. Confira, a seguir, um resumo das palestras:

Tendências de mercado – Erasmo Negris, Presidente da Coopbac (Cooperativa dos Produtores Agropecuários da Bacia do Cricaré), falou sobre as oportunidades de exportação da pimenta-do-reino capixaba, cuja produção deve subir de 15 mil ton para 30 mil ton na safra 2017/2018, segundo as previsões repassadas pelo especialista. Ele afirmou que o mercado europeu é o melhor pagador, mas é também um dos que mais exige qualidade e garantia de mercado. Cabe ao produtor ficar atento a esses fatores e buscar oferecer o melhor produto.

Controle de doenças – Vitor Bonomo, produtor e engenheiro agrônomo da Coopbac, deu orientações sobre o controle das principais doenças que afetam a cultura da pimenta-do-reino (a fusariose e a nematoide), tarefa que, segundo o palestrante, pode ser feita com produtos alternativos que não são defensivos convencionais, atendendo assim às exigências do mercado internacional.

Os produtos citados pelo palestrante são: Eurofit (indutor de resistência), Neemix (composto por duas bactérias que são lançadas ao solo e controlam as doenças) e Alltech (combinação de fungos, bactérias e nutrientes que, no solo, cria um ambiente desfavorável para o nematoide). Bonomo ressaltou que os três produtos são facilmente encontrados no mercado.

Comercialização e exportação – Rolando Martin, exportador e presidente da Acepe (Associação Capixaba de Exportadores de Pimentas e Especiarias), comentou as tendências de comercialização da pimenta-do-reino em tempos de superprodução mundial. Ele incentivou o homem do campo a oferecer um produto de maior qualidade para se tornar competitivo, e isso começa pela solução de problemas, como o da secagem direta. A técnica deixa a especiaria com cheiro e gosto de fumaça, algo que não agrada o comprador europeu.

O uso intenso de pesticidas é outra barreira para a exportação, de acordo com Martin. A solução seria o controle biológico das doenças, fazendo uso dos produtos citados na apresentação de Vitor Bonomo. O palestrante também sugeriu que o produtor conheça as boas práticas de produção, colheita e processamento da pimenta-do-reino com o manual disponibilizado pela Acepe em seu site (acepe.org.br).

Apoio – Pedro Veloso, analista de agronegócios do SEBRAE- ES, apresentou as opções de consultoria e apoio que a instituição oferece aos produtores, a fim de ajudá-los a agregar ainda mais qualidade à produção e diferenciar o produto – visando, até mesmo, à exportação. Um desses serviços de consultoria dura 10 meses e gera um custo simbólico ao homem do campo – que arca com apenas 10% do valor. Mais informações podem ser obtidas junto ao Sebrae de Linhares, que também oferece suporte para produtores de outras regiões do norte do Estado.

FOTO: Durante o evento, o 1º Seminário da Pimenta-do-Reino apresentou soluções para aumentar a produção (Foto: Caroline Pereira)

 

 


 

 

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