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Três linharenses que venceram o câncer de mama contam suas histórias de superação

19 de Outubro de 2017 Autor: Caroline Pereira

Três linharenses que venceram o câncer de mama contam suas histórias de superação

Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é também o que mais acomete as mulheres, tanto no Brasil quanto no restante do mundo. Apesar de exigir muita atenção e acompanhamento específico, o diagnóstico precoce e, principalmente, o tratamento adequado podem salvar as vidas de muitas pacientes.

E para reafirmar que o câncer de mama tem cura, a equipe do jornal Correio do Estado ouviu as histórias de três linharenses que superaram a doença e, hoje, levam uma vida normal. Uma delas é Geanna Caldara Pioli, que recebeu o diagnóstico da doença há cinco anos.  O sinal de alerta, que fez com que ela buscasse orientação médica, foi uma secreção que saía do mamilo de um dos seios.

Seguindo a orientação dos especialistas, Geanna retirou a parte da mama afetada pelo câncer e passou por radioterapia em Vitória. Ela conta que não sofreu com efeitos colaterais - como a queimadura na pele, típica da radiação - durante o tratamento mas, tempos depois, optou pela retirada completa das duas mamas e pela reconstituição com o uso de próteses.

Mesmo após a superação do problema, Geanna não deixa de fazer acompanhamento com especialistas da área e realiza os exames de controle periodicamente. Ela atribui o sucesso do seu tratamento à fé, ao apoio da família e ao diagnóstico precoce e diz que as mulheres devem ficar atentas a qualquer mudança que surgir em seu corpo. “A mulher precisa olhar seu corpo, conhecê-lo e não ter vergonha de se tocar, pois se ela notar algo diferente, poderá buscar ajuda de um profissional da área da saúde. Se eu tivesse medo de mostrar que estava saindo uma secreção do meu mamilo, ou achasse que isso era uma bobagem e ainda tivesse deixado para resolver depois, talvez hoje eu não estaria dando o meu depoimento”, diz.

Hoje, Geanna presta apoio à mãe, Angela Viana Caldara, que também foi diagnosticada com câncer de mama e encerrou o tratamento com radioterapia na última quarta-feira (18). Angela considera que já venceu a doença, depois de ter passado por cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Ao contrário da filha, ela chegou a perder os cabelos, ter a pele da mama queimada (por causa da radiação), sentir enjoo, entre outros efeitos colaterais, mas já comemora os resultados do tratamento, aos 62 anos de idade. 

Mais um caso de superação

Quem também encarou o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama foi Luzia de Angeli Sales, no ano de 2011. “Descobri tomando banho. Achei um nódulo do tamanho de um grão de arroz no meu seio”, relata. Ela disse que, após a realização dos exames, recebeu a notícia de que tinha a doença com muita tristeza, mas seguiu as orientações e os procedimentos necessários, que incluíram quimioterapia e cirurgia.

Luzia retirou a mama afetada e optou por não reconstituí-la com prótese. Além disso, ela precisou fazer fisioterapia ao longo de dois anos por conta do atrofiamento do braço próximo à mama.

Apesar dos efeitos colaterais – queda de cabelo e enfraquecimento dos dentes –, Luzia afirma que não se considerava uma pessoa doente, pois acompanhou casos de pacientes que passaram pelo tratamento com poucas expectativas, dada a gravidade do problema. Hoje, ela participa de um grupo de apoio às mulheres que têm ou tiveram câncer – que se reúne em Vitória – e passa por acompanhamento anual também na capital.

Às mulheres que estão encarando o tratamento da doença, Luzia aconselha: “Ergam a cabeça, tenham fé e acreditem em Deus e na cura”. 



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