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Setor moveleiro de Linhares dá sinais de recuperação da crise

14 de Dezembro de 2017 Autor: Rosi Ronquetti

Divulgação/ Móveis Rimo Setor moveleiro de Linhares dá sinais de recuperação da crise O polo moveleiro de Linhares é considerado um dos principais do Brasil

O polo moveleiro de Linhares, considerado um dos principais do Brasil, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), foi um dos setores mais castigados do município pela crise econômica que assola o país e enfrentou um dos piores momentos de sua trajetória, com o fechamento de unidades produtivas e demissão de centenas de colaboradores. 

Mas, ao que tudo indica, este cenário começa a mudar. A constatação é do empresário Ademilse Guidini, Presidente do Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte do ES (Sindimol).

Para Guidini, neste ano, o segundo semestre, que historicamente é o melhor período de vendas do setor, foi melhor que o mesmo período dos últimos três anos. "O momento mais difícil da história do setor que já tivemos foi sem dúvida 2016. Para nos manter de pé, funcionando, foi preciso demitir e cortar outros custos, e ainda assim, algumas fábricas não conseguiram sobreviver. Agora é possível ver uma luz no fim do túnel. Ainda não temos números exatos, mas já percebemos uma melhora considerável no mercado", observa o presidente.

Ademilse, porém, é cauteloso ao afirmar que "2018 chega com expectativa de crescimento, porém, ainda não vai ser possível reverter as perdas".

Quem também compartilha dessa opinião é o empresário Luiz Rigoni, da Móveis Rimo. Ele explica que este ano foi melhor que 2016 e que já é possível prever uma melhora, "Uma recuperação já existe. Crescemos este ano, em média, 5% em relação ao ano passado e estamos com boas expectativas para o próximo ano. O mais importante agora é recompor as quedas dos últimos anos. Esperamos que isso aconteça em breve”.

 

Segundo dados do Sindimol, no início da crise, em 2014, funcionavam 140 indústrias distribuídas entre 12 municípios, que juntas geravam mais de quatro mil empregos diretos com um faturamento anual superior a R$ 500 milhões. 



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